segunda-feira, 4 de junho de 2018

Curiosidades sobre a Higiene e Cosméticos


Hoje em dia a fabricação artesanal de Sabonetes, produtos para banho e cosméticos, estão cada vez mais ocupando um grande espaço em nossas vidas.

Os produtos artesanais são maravilhosos e possuem muito mais benefícios que os industriais, pois possuem pouco ou quase nenhum tipo de componente químico e conservantes em sua composição.

Podemos encontrar produtos de ótima qualidade com tratamentos totalmente naturais, são os chamados Fitoterápicos (tratamentos feito com plantas), que são tão eficientes quanto os alopáticos, com a vantagem de não possuírem contra-indicação.

Em nossas vidas e também no artesanato, a higiene é de suma importância sob vários aspectos, e pensando nisso, resolvi pesquisar a origem da higiene pessoal e seus produtos na história e acabei encontrando dados muitos curiosos e bizarros sobre o assunto.

Depois dessa leitura tenho certeza que você, assim como eu, ficará surpreso (a), com o fato de que nunca paramos para nos questionar o “porque” fazemos tantas coisas automáticas em nossas vidas sem darmos conta do quanto somos abençoados e privilegiados de hoje podermos desde executar o simples ato de abrir a torneira e termos água potável para beber, escovar os dentes, tomar um simples e rápido banho, ou mesmo um demorado e caprichado com direito a sais, óleos, espumas, sabonetes de ótima qualidade e perfumes !

Estarmos usufruindo de tudo isso nessa época atual e moderna é simplesmente divino, então boa leitura e divertimento !

Adriana Oliveiras


   
A palavra higiene só começou a ser usada no início do século IXX.

Higiene vem do grego hygeinos, que significa “o que é saudável”, em outra versão a palavra higiene foi criada em homenagem a Deusa da Saúde Hígia.

A palavra cosmético, vem do grego Kosmetikós, que significa “o que serve para ornamentar”. 

Os cosméticos surgiram no Oriente na antiguidade e se espalharam pelo resto do mundo.

Usavam-se óleos, essências de rosas, jasmim e tintura para os cabelos. 

A alta sociedade de Roma tomava banhos com leite de jumenta para embelezar a pele e nos dias de hoje tomamos banho com leite de cabra que é super hidratante e nutritivo.

Na Idade Média, o Açafrão servia para colorir os lábios; o negro da fuligem para escurecer os cílios; a Sálvia para embranquecer os dentes; clara de ovo e o vinagre para aveludar a pele.

Mas os cosméticos enfrentaram vários obstáculos ao longo da história.

Uma lei grega do século II proibia que as mulheres escondessem sua verdadeira aparência com maquiagem antes do casamento. 

A legislação draconiana, adotada pelo Parlamento britânico em 1770, permitia a anulação do casamento se a noiva estivesse de maquiagem, dentadura ou cabelo falso.

Se essa lei estivesse em vigor hoje em dia, quase ninguém mais casaria!!!

No entanto, nos anos seguintes, a maquiagem pesada tomou conta da Inglaterra e da França e sua febre passou após a Revolução Francesa, porém só era permitida para as pessoas mais velhas e artistas de teatro.

Em 1880 finalmente nascia a moderna indústria de cosméticos.

Os Pós faciais, em 4000 a.C. na antiga Grécia, eram perigosos porque tinham uma grande quantidade de chumbo em sua composição e chegaram a causar várias mortes com seu uso.

O Rouge era um pouco mais seguro e era feito com amoras e algas marinhas e sua cor era extraída do cinabre (sulfato de mercúrio), um mineral vermelho.

O mesmo Rouge era usado nos lábios como batom, onde era facilmente ingerido e causava envenenamento.

O costume de pintar as unhas nasceu na China no século III a.C. e as cores indicavam a classe social do indivíduo.

Os primeiros esmaltes eram feitos de goma arábica, clara de ovo, gelatina e cera de abelha.

Os reis pintavam as unhas com as cores preta e vermelha, depois trocavam pelo dourado e prateado e essa prática se repetiu no Egito antigo.

Na Idade Média não existiam escovas de dente, perfumes, desodorantes e muito menos papel higiênico.

Os dejetos humanos eram despejados pelas janelas do palácio com a maior naturalidade.

Os banquetes que chegavam a ser para 1.500 pessoas eram preparados sem a mínima higiene.

As pessoas eram abanadas não somente pelo fato do calor, mas também por causa do mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram propositalmente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia nenhuma higiene) e o abanador tinha a função de dissipar o cheiro.

Os nobres tinham lacaios para abaná-los para dissipar o mau cheiro que o corpo e a boca exalavam e também espantar os insetos.

Na época o banho não era um costume, pois além do frio, a água encanada era rara.

Na Idade Média, a maioria dos casamentos acontecia no mês de junho (início do verão para eles), e isso tinha uma razão: o primeiro banho do ano era tomado em Maio.

Em Junho o cheiro das pessoas ainda era tolerável, entretanto como alguns odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores junto ao corpo para disfarçar o mau cheiro.

Por esta razão que o mês de Maio é considerado o “mês das Noivas” e eis também a origem do buquê de noiva.

Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente.

O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa, depois sem trocar a água vinham os outros homens da casa, por ordem decrescente de idade, as mulheres idem, e por fim as crianças e bebês... e estes podiam até ficar “perdidos”em meio a tanta água suja.

Na Europa dos séculos XVI e XVII, não era fácil tomar um simples banho, pois não havia esgotos e água encanada, porém tinham outros problemas como doenças diversas, entre elas a peste negra, uma doença seríssima transmitida por ratos devido a falta de higiene da época.

A ciência e a medicina pensavam que a água facilitava o contágio das doenças, pois desconheciam a origem da maioria delas.

As pessoas acreditavam que doenças como a peste, entravam no corpo através da pele, carregadas pelo ar, e os banhos eram perigosos por abrir os poros e deixar as doenças entrarem.

Logo a água começou a ser culpada por tudo e as pessoas com medo de adoecerem passavam a esfregar pelo corpo paninhos perfumados com o mínimo de água possível.

Com isso, houve um aprimoramento nos perfumes para disfarçar os odores.

Por isso dizem que os perfumes europeus, especialmente os franceses, são os melhores do mundo!!!

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